Este blogue é um espaço de partilha, de promoção de experiências para que continuemos a caminhar fortes, neste percurso da educação de Infância



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segunda-feira, 31 de outubro de 2011

Creche

A Creche constitui uma das primeiras experiências da criança num sistema organizado, exterior ao seu círculo familiar, onde irá ser integrada e no qual se pretende que venha a desenvolver determinadas competências e capacidades.
Ao instituir-se legalmente a assistência social à criança como direito de cidadania, a Constituição Portuguesa reconhece o status de política social, colocando na agenda pública a necessidade de definição de directrizes, normas, regras e princípios que devem estruturar a sua implementação.
Para a criança, ir para a Creche é a oportunidade de viver com um grupo de iguais, de brincar num ambiente social de aceitação, de confiança e de contacto. É a possibilidade de adquirir novas e positivas experiências cognitivas, afectivas, sociais e emocionais.
A Creche visa proporcionar o bem estar e desenvolvimento das crianças dos 3 meses aos 3 anos, num clima de segurança afectiva e física, durante o afastamento parcial do seu meio familiar, através de um atendimento individualizado e da colaboração estreita com a família numa partilha de cuidados e responsabilidades em todo o processo evolutivo das crianças.
Um bom livro que aconselho e que é uma ferramenta muito importante para quem está em creche é o seguinte:




quarta-feira, 26 de outubro de 2011


 


"A essência do homem é pensar: sou uma coisa que pensa, isto é, que duvida que afirma, que nega, que conhece poucas coisas, que ignora muitas, que ama, que odeia, que quer e não quer, que também imagina e que sente."

RENE DESCARTES

Este artigo tem como objetivo considerar os aspectos pedagógicos do processo cognitivo, afetivo e social que permeiam o processo de aprendizagens das crianças. É relevante que a criança aprenda a expressar suas idéias e opiniões, participando ativamente de seu próprio processo de aprendizagem fora e dentro do ambiente escolar. Portanto a escola busca a estimular os alunos a aprender gradativamente a selecionar, assimilar, interpretar, reformular, intuir, estimar, explicar e comunicar-se.
Este período representa um momento de reflexões sobre a nossa prática pedagógica e, por conseguinte, observar os avanços ou dificuldades de nossos alunos, no que diz respeito os conteúdos pedagógicos realizados.
Através das atividades desenvolvidas neste período podemos observar quais habilidades nossos alunos conseguiram assimilar e quais necessitam aprimorar.
Em síntese, é de fundamental importância a participação da família na vida escolar de seus filhos, pois estes estímulos, tanto da escola como na vida quotidiana, levara à formação de cidadãos com conhecimento, conscientes do seu papel na sociedade. Uma das finalidades essenciais da educação é fazer com que a criança de hoje e, conseqüentemente, o homem de amanhã se baste a si mesmo.
Autora:Priscila Correa 

sábado, 22 de outubro de 2011


Projecto Educativo da Escola

- Documento de carácter pedagógico;
- Elaborado/aprovado com a participação da comunidade educativa (pais, alunos,...aceitação destes,... e de toda a escola) envolver a escola na discussão (associação de pais);
- Estabelece a identidade própria de cada escola. O P.E.E. deve ser o seu B.I. que a identifica. Trazer a escola para o exterior;
- Expressão formal de autonomia do estabelecimento de ensino, "a nossa autonomia materializa-se nestes aspectos...";
- Constitui ponto de referência na coerência e unidade da acção educativa.
Estrutura (do documento)
- quem somos? - onde estamos? - como nos organizamos? - que pretendemos? - como vamos actuar?
- Definição da escola - qual é a escola, historial da escola;
- Caracterização contextual - ideia de futuro, que tipo de professores e alunos é que existem, a comunidade como é ... funcionários (o que são?);
- Estrutura organizacional - Conselhos dir., ped., adm., estão definidos; o que está à frente de quê; pessoal...;
- Objectivos gerais - pode estar incluída a construção de edifícios, piscinas, ...;
- Estratégias de desenvolvimento - modos de proceder para atingir os objectivos gerais.
Durante muito tempo não se soube quanto tempo deveria durar o projecto, mas agora a proposta é de três anos. Os projectos existentes são essencialmente sobre a estrutura da escola. O mais importante são os objectivos gerais e estratégias - o que na realidade as escolas dão menos importância ou ênfase nos seus projectos, deve apontar estratégias no qual o plano de actividades deve especificar quais são.

quinta-feira, 13 de outubro de 2011

Expressão Plástica para todos…


Quantcast
A Expressão Plástica para crianças portadoras de deficiência, para além de permitir à criança desenvolver as suas capacidades ao nível da percepção, ao nível cognitivo, ao nível sensório-motor e ao nível das representações simbólicas, surge também como uma oportunidade para a criança poder descobrir o seu próprio corpo, aprender a lidar com as suas limitações e desenvolver o seu auto-conceito.
A arte-terapia é muitas vezes utilizada como forma de desenvolver estas capacidades na criança. Como nos diz Ana Alice Francisquetti in A arte em um centro de reabilitação “A arte-reabilitação trabalha através de várias formas de expressão artística, desenvolvendo as potencialidades sensório-motoras, perceptivas, cognitivas e simbólicas. A arte favorece ainda a expansão do pensamento, dos sentimentos, dos valores e toma-os patentes, presentes nas formas mais variadas de representação: pintura, música, dramatização, escultura, poesia.”
Apesar das suas limitações uma criança com deficiência consegue produzir uma obra artística. Para tal é apenas necessário termos em atenção a sua personalidade, o seu desenvolvimento cognitivo e motor e criarmos situações que a estimulem e motivem para a produção artística, utilizando material adaptado às suas circunstâncias, por exemplo, pincéis adequados, folhas de tamanho e textura adequada, mobiliário adaptado, etc.

Fonte: http://todosentimos.wordpress.com/expressao-plastica/expressao-plastica-para-todos/

segunda-feira, 10 de outubro de 2011



A importância dos primeiros desenhos.

A importância dos primeiros desenhos.

Quando uma criança desenha está a comunicar, deixando falar o seu inconsciente. Os desenhos revelam aspectos da personalidade e da situação familiar e social.



Dos rabiscos à imagem
O desenho das crianças evolui com a idade e não se rege pelos padrões estéticos dos adultos. A evolução é semelhante na maioria das crianças, estando, no entanto, dependente de diferenças individuais de temperamento e sensibilidade, bem como da estimulação e reforço que são dados pelas pessoas que a rodeiam.
No final do 1º ano de vida, a criança já é capaz de produzir os primeiros traços gráficos, uma vez que já há domínio da sua motricidade e coordenação visual e motora. A criança é capaz de agarrar o lápis e exercer pressão sobre a folha de papel, deixando a sua marca.
O desenho é apenas uma acção sobre uma superfície, a criança sente prazer ao constatar os efeitos visuais que a sua acção produz. Esta fase é conhecida como fase dos rabiscos ou garatujas, uma vez que os desenhos da criança são, sobretudo, linhas ou traçados arredondados formando turbilhões. Nestes desenhos a cor tem um papel secundário.
Os rabiscos vão-se tornando construções cada vez mais ordenadas e definidas e, por volta dos 3 / 4 anos, surgem os primeiros símbolos e formas isoladas. A criança desenvolve a intenção de criar imagens, integrando percepção e imaginação. Nesta fase surge o desenho da figura humana (cabeça, pernas e braços) e as cores começam a desempenhar um papel mais relevante.
Começam, também, a surgir as paisagens, muitas vezes antropomórficas (com características humanas, como por exemplo, o sol com olhos e boca). O desenho está também muito ligado à escrita, uma vez que a escrita é uma parte atraente do mundo dos adultos e desperta na criança um grande fascínio. Muito cedo a criança tenta imitar a escrita dos adultos.

Fonte: sapo família » criança » Educação 

domingo, 9 de outubro de 2011

Aprendendo com os Gansos

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Quando os gansos selvagens voam em formação V, eles fazem-no a uma

velocidade de 70% maior do que se estivessem voando sozinhos. (É que à

medida que cada pássaro bate as suas asas, é criada uma “sustentação”

para o pássaro que segue).

Quando o ganso que está no vértice de V fica cansado, ele (ou ela)

passa para trás da formação e outro ganso voa para a

posição da ponta.

Durante o voo os gansos da retaguarda grasnam para encorajar

aqueles que vão à frente a manterem as suas velocidades. Os

gansos acompanham os fracos. Quando um deles fica

doente, ferido ou é abatido, no mínimo outro ganso sai

da formação e segue-o na descida, para o ajudar e

proteger.

Ele permanece na sua companhia até que ele possa

voar novamente ou morra. Ele vai então em busca

de outra formação ou integra-se ao próprio

grupo. Sendo parte de uma equipa, também

podemos utilizar adequadamente os

recursos disponíveis, para que o fruto do

nosso trabalho ganhe em qualidades.

Se tivermos senso de comunidade

como os gansos, saberemos revezar-

-nos na execução das tarefas

difíceis compartilhando uma

direcção comum. Da

próxima vez, ao ver uma

formação de gansos

voando, lembre-se

que é uma

recompensa, um

desafio e um

privilégio fazer

parte de

uma

equipa.


De: Ministério da Educação, Direcção-Geral de Inovação e de Desenvolvimento curricular.

Aprendamos com os Gansos, de modo a possuirmos verdadeiras equipas de intervenção.

Estas equipas devem "caminhar" com um espírito de partilha, interacção e diálogo.

Só assim obtemos o sucesso, o sucesso de cada criança e respectiva família.

quarta-feira, 5 de outubro de 2011

Educar é...


" Educar é como
instalar um motor num barco.
Há que medir, pesar, equilibrar...
e pôr tudo em marcha.
Para isso, cada um de nós tem
que levar na alma
um pouco de marinheiro,
um pouco de pirata,
um pouco de poeta
e um quilo e meio de paciência
concentrada.
Mas é um consolo sonhar
que esse barco-menino,
enquanto nós trabalhamos,
pode ir muito longe, por essas águas fora.
Sonhar que esse navio
levará a nossa carga de palavras
até portos distantes,
até ilhas longíquas.
Sonhar que, quando um dia, por fim,
dormir a nossa própria barca,
em barcos novos seguirá
a nossa bandeira desfraldada."

F. Gainza
In Educadores de infãncia nº 13